Assim o filósofo grego Platão começa sua narrativa, seu famoso diálogo “Timeu”, onde pela primeira vez, Atlântida (ou Atlantis como prefiro) é mencionada. Em seu relato, a ilha de Atlântida aparece como uma poderosa potência marítima a subjugar os demais povos do Mediterrâneo. Atenas, entretanto, resiste bravamente e consegue derrotar os invasores atlantes. Inundações e terremotos se seguem e e Atlântida desaparece sob o oceano. Em um dia e uma noite. Quanto de história haverá na lenda? Atlântida existiu?  Ou foi apenas um recurso narrativo de Platão, um grande inimigo inventado para ressaltar a glória e valor dos atenienses?

É um tema que sempre me fascinou. Civilizações que nascem, se desenvolvem, chegam ao apogeu e eventualmente, morrem. Astecas, maias, incas… Quantas outras podem ter existido sem que nenhum vestígio nos tenha chegado? Quanto ainda resta a ser descoberto?  Intrigante também a saga dos povos sem terra que, em grande parte de sua história lutaram, ou ainda lutam, para manter sua cultura e identidade na condição de exilados. Os roma, palestinos , judeus, curdos, só para citar alguns. Mais trágica ainda a luta de nações indígenas inteiras de nossa América pelo pouco que lhes resta.

Meu interesse nessas questões me fez desenvolver ATLANTE, a webcomic. É minha versão ficcional para a resposta à pergunta “E se o povo atlante ainda existir?”. Fantasia e fato misturados em uma estória de ação e aventura com umas pitadas de mistério e espionagem. As 36 páginas que acabaram de ler são o começo do que espero ser uma longa jornada. Em breve, a saga de Yanin e demais atlantes espalhados pelo mundo continuará. Espero que me sigam nessa viagem!