De uma reportagem do “The Guardian”: a ilha da Sardenha no Mar Mediterrâneo pode ser na verdade, o que resta da Atlântida descrita por Platão. Segundo o filósofo grego,  a ilha mítica estaria além dos chamados “Pilares de Hércules”, considerado como sendo o estreito entre a Sicília e a Tunísia, e não o estreito de Gibraltar, entre Espanha e África, como o termo é comumente interpretado.

As evidência arqueológicas encontradas sugerem que a Sardenha abrigava uma influente civilização marítima e que, por volta de 1200 A.C. um grande maremoto a destruiu. Terremotos e maremotos não parecem ter sido incomuns no Mediterrâneo. Desde 2004  os cientistas identificaram cerca de 350 eventos em um período de 2500 anos. O evento em questão teria sido, inclusive, citado em inscrições mortuárias na tumba de Ramsés III e no Antigo Testamento,  livro de Ezequiel, a respeito do porto sardenho de Tharros: ” Que cidade há como Tiro, que emudeceu no meio do mar? Tu, ó Tiro, que pela exportação das tuas mercadorias por mar encheste de bens a tantos povos: pela multidão de tuas riquezas, e das tuas nações enriqueceste os reis da terra. Agora foste tu quebrada pelo mar, as tuas riquezas estão no fundo das tuas águas, e essa tua multidão de gente, que vivia no meio de ti, toda pereceu. Todos os habitantes das ilhas estão a teu respeito cheios de espanto: e todos os seus reis feridos desta tempestade mudaram de rosto. Os negociantes de todos os povos te deram muitas vaias. Tu foste reduzida a nada, e tu não será jamais restabelecida.”

Muito mais sobre o assunto em

http://www.theguardian.com/science/2015/aug/15/bronze-age-sardinia-archaeology-atlantis

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